sábado, 9 de abril de 2016

PP2 - Percurso Urbano da Torreira

Num dia bastante cinzento, com a chuva a ameaçar cair, dirigimo-nos à Murtosa para efetuarmos o “Percurso Urbano da Murtosa”

Das ameaças passou à realidade e já chovia bastante quando chegámos. Passeámos um pouco junto à Ria, fomos ao Cais do Chegado e observámos várias espécies de aves, sem a chuva nos dar tréguas. 

Prestes a desistir da caminhada, resolvemos passear na outra margem da ria, atravessando a Ponte da Varela em direção à Torreira. Como por encantamento, a chuva começou a enfraquecer. Como já havíamos perdido algum tempo, resolvemos mudar os planos e efetuarmos o “Percurso Pedonal Urbano da Torreira” que era um pouco mais curto.

Iniciámos o percurso junto à Marina de Recreio, caminhando ao longo da Rede Ciclável do Município da Murtosa, em direção à Praia da Torreira.

O primeiro local visitado, foi a Capela de S. Paio e o seu espetacular parque de merendas. Um parque com todas as infraestruturas necessárias, muito verde e com bastantes sombras, uma boa alternativa à praia, num dia de Verão.

Continuando pela Avenida da Circunvalação, passámos pela Escola Básica Integrada da Torreira – Murtosa e chegámos à praia possuidora de um extenso areal. Aqui ainda se pratica a Arte Xávega, ou seja, a pesca tradicional que outrora usavam os bois para puxarem as redes, nos dias de hoje, os bois deram lugar aos tratores.

Caminhando ao longo dos passadiços de madeira para preservação das dunas, não ficámos indiferentes aos vários bandos de gaivotas que grasnavam enquanto sobrevoavam o local 

Passámos pelo Núcleo de Educação Ambiental da Torreira, dirigindo-nos para o centro da vila, chegando assim ao Largo da Varina. Caminhando depois pela Avenida Hintze Ribeiro, passámos em frente ao Espaço ArteViva, situado onde antes foi a Escola Primária António Vieira Pinto. Aqui, além das exposições de pintura, fotografia e escultura, entre outras, existem também mostras de artesãos que enquanto executam, divulgam a sua arte e vendem os seus trabalhos.

Caminhando ao longo da na Avenida, passámos pela Galeria Municipal e pela Igreja, voltando à Cicloria, que se desenvolve ao longo da Ria de Aveiro.

Seguindo em direção a S. Jacinto, caminhámos até ao Museu-Estaleiro da Praia de Monte Branco, com um extenso relvado em seu redor e com várias mesas de picnic. Este Parque de merendas, apesar de umas vistas excelentes sobre a Ria, num local de grande beleza natural, peca apenas pela falta de sombras. As árvores existem lá, só temos que esperar um pouco até elas crescerem e ficará um local bastante agradável.

Já no caminho de regresso ao ponto de partida, passámos pelo Porto de Abrigo e pelo Cais do Guedes, observando a enorme azáfama devido à colheita da amêijoa e do berbigão. 

Também não podemos deixar de dar destaque aos barcos moliceiros, que por ali se encontram ancorados. Ex-libris da região, são barcos muito bonitos, pintados de cores bastantes garridas e com desenhos de vários motivos na proa e na ré. São barcos de fundo plano, usados essencialmente para a recolha e transporte do moliço, que depois será aproveitado como fertilizante dos terrenos agrícolas. 

Felizmente o sol brindou-nos com a sua presença, dando-nos a hipótese de desfrutar de toda esta beleza natural e podermos testemunhar a azáfama dos diversos pescadores, tanto desportivos, com daqueles que usam o que a Ria possui para sobreviverem. Testemunhámos também os que se divertem, passeando de barco e de quem usa a ria para se divertir.

Para nós foi uma experiencia incrível. Um dia que começou menos bem, quase a mandar-nos para casa, transformou-se num dia repleto de novas experiencias e de contacto com algo que quase desconhecíamos, proporcionando-nos 5,5Km de boa disposição.

Para desfrutarmos em pleno do que nos era oferecido, terminámos a estadia no Parque de merendas de S. Paio a deliciarmos as nossas já tradicionais sandochas.

Mapa do Percurso