sábado, 28 de novembro de 2015

PR5 - Caminho do Xisto de Pessegueiro – Pampilhosa da Serra

Muitas são as razões para visitar Pampilhosa da Serra. Desde as suas belíssimas praias fluviais, às suas paisagens deslumbrantes, às aldeias de xisto e ao seu rico património religioso… enfim… uma panóplia de interesses que apelam à nossa visita.

Foi com uma breve visita à vila, que iniciámos a nossa estadia nesta bonita zona. Além de abastecermos para o fim de semana, visitámos a Igreja Matriz e a Praia Fluvial localizada no centro da vila, aproveitando o Rio Unhais que a atravessa.

Nós iríamos ficar na pequena Aldeia de Pessegueiro, a típica aldeia serrana, onde a Igreja Matriz sobressai de imediato na paisagem, com o casario de xisto em seu redor.

Junto da Ribeira do Pessegueiro, que atravessa a aldeia, surgiu uma acolhedora praia fluvial, munida de todas as infraestruturas necessárias, incluindo uns acolhedores bungalows, onde nos instalámos confortavelmente. Como esta postagem está a ser feita quase um ano depois da nossa passagem, devo referir que o monte de lenha que puseram à nossa disposição, para fazer frente à geada que caia lá fora, caiu que nem ginjas. 

Usufruindo de tudo a que tínhamos direito, a seguir ao almoço efetuámos o PR5 - Caminho do Xisto de Pessegueiro.

A caminhada inicia-se junto à praia fluvial, cruzando a ponte sobre a ribeira, seguindo depois a margem direita ao longo de uma levada antiga. A aldeia ia-se avistando do lado esquerdo, dando-nos uma perspetiva diferente. Aos poucos vamo-nos afastando da ribeira e o trilho sobe o monte embrenhando-se na floresta, para depois descer de encontro à aldeia do Pisão, desabitada e na sua maior parte em ruínas.

Seguindo agora a margem esquerda da ribeira de Loisa por um trilho estreito, atingimos de novo o aglomerado populacional, onde percorremos algumas ruas da aldeia e visitámos a Igreja Matriz.

O frio já começava a sentir-se, era chegada a hora de acender a lareira, voltando a sair apenas para tomar um cafezinho no agradável bar da aldeia, que funciona no num antigo lagar de azeite, um local muito agradável onde a decoração nos reporta para outros tempos.

O dia seguinte, acordou com a relva da Praia Fluvial pintada de branco, estava frio mas o sol já se adivinhava no alto do monte, a manhã ficou bastante agradável, pelo decidimos ficar por ali e usufruir das condições magnificas que tínhamos, ao invés de seguirmos para Feijão e efetuarmos outra caminhada, ficaria para outra oportunidade...

Terminámos a nossa estadia neste local paradisíaco, com um churrasco confeccionado por nós e saboreado ao solinho no agradável pátio do bungalow.

Que mais poderemos desejar para estarmos felizes?


Mapa do Percurso