sábado, 4 de outubro de 2014

PR2 - Caminho do Xisto do Gondramaz

A primeira caminhada de Nenuco e Pastelita no mês de Outubro, foi numa das encostas da Serra da Lousã, onde ao longo da Ribeira do Espinho sentiram a pureza e a frescura das suas águas e se deliciaram com o cantar das suas cascatas

Demos início a este dia de caminhada com uma visita ao Convento de Santa Maria de Semide, assim como ao centro da Vila de Miranda do Corvo, no distrito de Coimbra, para em seguida nos dirigirmos ao Parque de Merendas da Chapinha onde se iniciava o percurso “Caminho do Xisto do Gondramaz”. 

Descendo alguns metros pela estrada de alcatrão, entrámos pela Rua dos Castanheiros chegando através de um caminho de terra à Fabrica Cimeira, uma fábrica instalada no vale, em aparente estado de abandono. Como é nosso hábito nestas caminhadas as máquinas fotográficas são as nossas melhores amigas e este local não seria excepção, não tivéssemos sido acolhidos com gritos de ordem do tipo: ” Fora daqui…” , “Terroristas..”, “Criminosos…”, “Este vale não tem nada publico…” que nos impulsionou a dar em retirada até com algum receio, pois fomos recebidos com gritos e com uma máquina fotográfica apontada a nós, mas também poderíamos ter sido recebidos com qualquer outro instrumento menos inofensivo. 

Impõe-se a pergunta: Terá a Câmara Municipal de Miranda do Corvo conhecimento desta situação quando marcou o percurso por este local? Sugerimos que seja verificada esta situação que não é de todo apelativa nem tranquilizante para o visitante.

Após este incidente a caminhada continuou por entre a floresta, sempre pelas margens da Ribeira do Espinho, atravessando-a por várias pontes de madeira ou por pontes improvisadas feitas com troncos de árvores, sempre surgindo sinalização de aviso para os perigos existentes. 

Este percurso apela constantemente à nossa atenção, nunca tendo momentos chatos ou de pouco interesse, pois há a necessidade de estarmos constantemente em sintonia com a natureza ou os obstáculos que se vão deparando pelo caminho, porque se num momento temos uma deslumbrante cascata ou uma paisagem fenomenal para observar, no momento seguinte temos que escalar uma rocha ou até desviar os pés para não pisar uma cobra. 

Houve de tudo nesta caminhada, até uma queda em que felizmente a única consequência foi uma boa dose de riso.

Foi com algum cansaço que chegámos à bonita aldeia de xisto do Gondramaz, pois os cerca de 6 km percorridos até aqui são bem “puxadinhos” em termos de esforço físico, não recomendando a execução deste trilho a iniciantes, apesar dos cabos que foram colocados pelo caminho serem uma mais-valia para o sucesso desta caminhada.

Os nossos estômagos já há algum tempo reclamavam as nossas sandochas e foi no centro da aldeia, junto ao bar, que nos refastelámos numa mesa existente e procedemos ao merecido repasto, para de seguida visitarmos a aldeia e provarmos os deliciosos licores do Sr. Manuel, oferecidos simpaticamente pela esposa, enquanto apreciávamos as suas carismáticas esculturas.


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 Mapa - 1    
Mapa do Percurso - Parte 1
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Mapa do Percurso - Parte 2



























































O caminho de regresso até ao Parque de Merendas da Chapinha foi um pouco mais maçador, descendo pela estrada de alcatrão, sem grandes aspectos que captassem o nosso interesse, excluindo a aldeia de Galhardo e a paisagem que se avistava de alguns locais. 

Mas como tudo tem a sua recompensa ainda colhemos algumas castanhas pelo caminho tornando este troço da caminhada mais divertido. 

E após um breve descanso no miradouro, com a Vila de Miranda de Corvo no nosso horizonte, chegámos ao ponto de partida, com mais uma missão cumprida e mais um dia bem passado, em comunhão com a natureza cheio de emoções e aventuras.



 Mapa - 2
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