sábado, 1 de março de 2014

Pelas Escarpas de Peniche

“No dias 1  de Março, Nenuco e Pastelita perderam-se por entre ruelas e caminhos da Península de Peniche. “

Iniciámos o nosso passeio junto à Fortaleza, imóvel que tem sido utilizado conforme as necessidades, desde prisão política do Estado Novo, num passado mais recente, até Museu Municipal nos nossos dias, entre outras utilizações. Fomos seguindo o nosso caminho contornando a Fortaleza e começando a usufruir da deslumbrante paisagem no miradouro do Alto da Vela em direcção ao Bairro do Visconde, sempre tomando o caminho mais próximo do Oceano, usufruindo da paisagem e dos privilegiados terraços com vista para o mar. Foi neste Bairro que nos apareceu o nosso fiel companheiro de percurso, o “Piruças”, como o baptizamos. O Piruças é um cãozinho que se abordou de nós, não de forma pacifica, mas que rapidamente nos adoptou como companheiros de “viagem”, pois percorreu connosco os cerca de 13 kms do nosso passeio, o que para nós foi muito agradável e gratificante, pois como poderão observar pelas fotos, ele foi o nosso guia turístico, seguindo à nossa frente, fazendo os compassos de espera sempre que nos atrasávamos ou correndo ao nosso alcance, se por acaso se distraísse com alguma coisa. Foi difícil nos separarmos dele no fim do percurso…. Mas deixemos o nosso Piruças e voltemos à caminhada…

Seguimos os diversos Carreiros ao longo da costa até ao Cabo Carvoeiro, nomeadamente o Carreiro do Inferno, de Joanes, da Furninha, Paços D. Leonor, entre outros. Foi no Carreiro da Furninha o local escolhido para almoçar, almoço este partilhado com o nosso fiel amigo como não poderia deixar de ser.

Após uma breve reposição de energias chegamos ao Cabo Carvoeiro, local de onde se tem uma bonita perspectiva de toda a zona envolvente, apesar do tempo não estar para colaborar e não nos permitir avistar a ilha da Berlenga, mas no entanto somos compensados com a observação da fúria das águas a lutar contra o enorme rochedo, denominado por Nau dos Corvos.

Passando pela Varanda de Pilatos e pela Cruz dos Remédios, chegámos ao Santuário de Nossa Senhora dos Remédios que fica localizado junto à costa. Deveremos salientar a Capela-mor onde se venera a imagem de Nossa Senhora, os painéis de azulejos e a chamada capela do Senhor Morto, onde se venera a imagem de Cristo que é apelidado de Senhor dos Remédios.

Prosseguindo o caminho até a Ponta do Trovão chegamos à Papoa, mas tivemos que adiar a sua visita para o dia seguinte devido à chuva.

Atravessamos no centro em direcção ao jardim, local onde perdemos o Piruças, para grande tristeza nossa, e finalmente permitimo-nos descansar um pouco até a hora do jantar. Jantámos num simpático restaurante e por todo lado víamos passar pessoas fantasiadas, pois era sábado de carnaval. Foi agradável sentir que ainda há populações que ainda abraçam de corpo e alma as nossas tradições, ficando a “bombar” nas ruas até as 6 da manhã, mesmo que esse facto tenha interferido com o nosso descanso.


Pelas Escarpas de Peniche

Mapa do Percurso