sábado, 15 de março de 2014

PR1 - Caminho de Xisto da Benfeita - A frescura das cascatas

Mal tinha começado o dia 15 de Março, já Nenuco e Pastelita estavam a postos para mais uma caminhada, estavam de volta à Serra do Açor para efectuar o PR1 - Caminho do Xisto da Benfeita no Concelho de Arganil” 

Após uma breve paragem em Coja para salvaguardar o merecido descanso no final do dia, seguimos em direcção à aldeia da Benfeita, onde logo na entrada da aldeia uma seta de madeira indicava o início do percurso. Após o reconhecimento da área e o tradicional cafezinho de incentivo a mais uma aventura, la metemos nós as sapatilhas ao caminho com alguma expectativa, pois praticamente todas as nossas pesquisas referenciavam alguma dificuldade neste percurso.

Seguindo por caminhos agrícolas ao longo das levadas para irrigação dos campos, deixámos a aldeia e seguimos em direcção à Ribeira do Carcavão, que nos vai brindando com pequenas mas encantadoras cascatas. Todo percurso foi acompanhado pelo barulho da água a cair, o que nos transmite uma frescura imensa, mesmo quando se começa a sentir sinais de alguma fadiga, pois a primeira parte do percurso exige de nós algum esforço físico, esforço este recompensado com a beleza das quedas de água que vamos encontrando e com a beleza da paisagem, quando chegamos ao cimo… Neste momento todo cansaço desaparece perante a grandiosidade do que a nossa vista consegue alcançar.

Foi nesta primeira fase da caminhada, junto de uma pequena cascata, num caminho estreito e um pouco perigoso, que encontrámos uma caixa de “geocaching” e não conseguimos resistir a deixar a identificação do nosso blog e a nossa mensagem.

Por estreitos caminhos e algumas escadarias de xisto, que nos obriga a atenção redobrada, seguimos por entre o colorido das borboletas, das flores, assim como das árvores que nesta época também se encontram todas serpintadas de cor. Sempre a olhar em todo redor, a absorver tudo que vemos chegámos a aldeia do Sardal, aldeia muito bonita mas que quase deixou a ideia de estar abandonada, pois durante todo tempo da nossa exploração não nos foi possível avistar qualquer habitante.

Sendo a aldeia do Sardal o ponto mais alto do percurso, iniciámos a descida até a Fraga da Pena uma deslumbrante queda de água, situada em plena Mata da Margaraça. Neste local há alguma deficiência na sinalização, tanto na indicação da Fraga da Pena, como até na continuação do percurso até à aldeia de Pardieiros, pois os caminheiros que desconhecem a área passam o desvio indo sempre a espera de alguma indicação, tal como nos aconteceu, seguimos em frente no nosso trilho e tivemos que voltar a Fraga através da estrada de alcatrão, mas não foi este contratempo nos fez desanimar, pois a imponente queda de água compensa todo o esforço, assim como toda a zona envolvente que está devidamente equipada para o acolhimento do visitante com uma excelente área de repouso e lazer.

Subimos pelas escadas que deveríamos ter descido à chegada, subida esta bastante ingreme, com degraus esculpidos na pedra e rumámos em direção a Pardieiros, onde repousámos no Centro Recreativo e nos refastelamos perante a vista sobre o vale no seu miradouro, onde fizemos novamente um fiel amigo, que nos fez recordar do Piruças que nos acompanhou no percurso de Peniche. Este após umas festitas também se prontificou a continuar o percurso connosco, mas desta vez não permitimos que tal acontecesse, deixando-o muito triste a olhar para nós até desaparecermos do seu contacto visual.

Iniciámos a descida para a Foz da Abelheira junto ao Centro Recreativo, após algum tempo à procura do trilho e seguindo a indicação de populares, pois como já referi anteriormente há uma deficiente sinalização nesta zona, o que é apenas uma pequena lacuna, pois a primeira parte do percurso até ao Sardal, está devidamente marcado e até muito bem fornecido de locais onde possamos repousar, o que não se verifica dali em diante, pelo que solicitamos às entidades competentes uma reavaliação das condições na segunda parte do percurso, que é tão bonita e tão digna quanto a primeira parte. No entanto devemos também referenciar que todo o trilho estava muitíssimo bem tratado, deixando bem evidente a sua limpeza nos dias anteriores, o que é de louvar também ás referidas entidades e desejar que continuem com esse importante trabalho que é uma mais valia para nós, que gostamos de nos aventurar pelos vossos “maus caminhos” e com isso estar mais perto da natureza e das nossas gentes.

Seguindo a margem direita da Ribeira da Mata e após passarmos por dentro da ribeira com a ajuda de algumas pedras, passando por uma área de pinhal, fomos descendo ao longo da levada onde voltamos a ter contacto com a pratica agrícola e assim chegámos a Benfeita, havendo ainda tempo para uma visita à Torre da Paz, para regressarmos a Coja, local onde iriamos pernoitar e proceder a uma visita mais demorada no dia seguinte.

Folheto em PDF
Informação do Percurso