sábado, 16 de janeiro de 2016

PR5 - Rota das Termas de Alcafache

Após termos percorrido os 7.300 Km do PR2 – Rota das Águas Milenares do concelho de Mangualde, ainda tínhamos condições para conhecer a Rota das Termas de Alcafache, praticamente toda feita junto à margem do Rio Dão. 


Iniciámos o percurso junto à Ponte Romana, na margem direita do Rio, local já nosso conhecido aquando da nossa passagem por Mangualde em Outubro de 2014, quando efectuámos o PR1 – Trilho de Ludares

Procurando durante alguns minutos, não encontrámos qualquer vestígio do inicio do percurso. Seguimos pela estrada em direcção ao Hotel das Termas, como tínhamos lido, subindo em direcção ao pinhal, local onde encontrámos a primeira marcação. 

Um pouco mais à frente, encontrámos uma Eira. No chão, já bastante deteriorada, com a indicação “Eira Antiga” estava uma placa de sinalização, prova evidente da falta de manutenção do percurso. Após uma suave descida, atravessamos um ribeiro, por uma ponte de pedra e subimos o monte, por um caminho ladeado de giestas, encontrando algumas casas antigas, já em ruínas.

Iniciámos a descida em direcção ao rio, sem voltarmos a encontrar qualquer tipo de marcação, chegando bastante mais à frente do que o previsto.

O rio corria de forma majestosa e violenta, arrastando tudo que se atravessava no seu caminho, nas suas margens haviam marcas inacreditáveis da fúria das águas, devido às cheias da última semana. Os ramos das árvores, a mais de um metro acima das nossas cabeças, apresentavam vestígios de plásticos, papéis e outro tipo de detritos, que haviam sido lá depositados pelas águas, num cenário difícil de imaginar. O caminho, que seguia junto ao rio tinha sido varrido, mas, como é óbvio, tentámos o regresso por aí até ao Moinho das Três Mós, que também tinha estado submerso nos últimos dias.

O Sr. António, proprietário do moinho e do terreno circundante, recebeu-nos com muita simpatia, mostrando-nos orgulhosamente o seu pequeno refúgio junto ao rio, onde passa os seus tempos livres e onde faz uns petiscos com os amigos, dando-nos, gentilmente, a provar a “boa pinga” do Dão, uma produção sua.

Guiou-nos depois, leito do rio acima, através dos escombros de uma ciclovia que ligava as termas ao moinho e que neste momento, nada mais era que um aglomerado de pedras e entulho, causado pelas cheias.

Saltando e trepando, nas enormes rochas, chegámos de novo às Termas de Alcafache, interrompendo assim a caminhada proposta pela Camara Municipal de Viseu. Este percurso tinha cerca de mais 1 Km para norte, que nós não tentámos fazer, tendo em conta a destruição que havíamos encontrado até então.

Muitos trabalhos de recuperação vão ser necessários até ao próximo Verão, para que tudo volte a estar em ordem e poderem receber os visitantes…

Mapa do Percurso