sábado, 19 de julho de 2014

À descoberta do Concelho de Idanha-a-Nova – Idanha-a-Velha

De 19 a 21 de Julho, Nenuco e Pastelita rumaram à Beira Interior Sul, à Vila de Idanha-a-Nova no distrito de Castelo Branco. Num dossier estavam os planos do passeio: Idanha-a-Velha, Monsanto, Penha Garcia, Salvaterra do Extremo, Termas de Monfortinho e Segura. A dificuldade seria visitar tantos locais em tão pouco tempo… E com grande pena nossa Penha Garcia teve mesmo que ficar para outra oportunidade

Acordámos cedo e rapidamente nos fizémos à estrada. A primeira paragem foi Castelo Branco para um café e uma breve visualização da cidade, rumando de seguida para Idanha-a-Nova, mais propriamente para o Parque de Campismo que se situa privilegiadamente nas margens da barragem de Marechal Carmona. Devidamente instalados era altura de iniciarmos a nossa descoberta pelo Concelho, começando por Idanha-a-Velha, aldeia (outrora cidade) que foi fundada pelos romanos nos finais do sec. I ac.

Estacionámos no recinto das festas, junto à Capela do Espirito Santo e pela Rua da Palma dirigimo-nos para a Porta Norte, subindo o varandim panorâmico de onde se obtém uma vista fantástica sobre a aldeia, para os menos aventureiros a sensação não será muito boa pois sentimo-nos um pouco “suspensos” em cima de uma estrutura de ferro que nos deixa ver o que está por baixo dos nossos pés, sem divida uma ideia brilhante que preserva o património sem o tapar. Atravessando este passadiço descemos em direcção à Capela de São Dâmaso e à bonita Ponte de quatro vãos, de origem romana, que atravessa o Rio Ponsul. 

Voltando alguns metros para trás, através de um empedrado chegámos ao Largo da Igreja, onde se situam a Igreja Matriz (Igreja da Misericórdia), a junta de freguesia e o Pelourinho, símbolo do poder Municipal de Idanha-a-Velha. Seguindo em frente pela Rua da Sé e após provarmos uns queijinhos de fabrico artesanal, chegámos à Sé Catedral (Igreja de Santa Maria). Nas imediações da Sé, no sector norte e no sector sul existem dois Baptistérios e ruínas de construções relacionadas com o paço episcopal da época visigótica. Foi também neste local que se procedeu à requalificação do espaço e onde foi instalado o posto de Turismo e o Lagar de Varas, testemunho da capacidade de transformação dos produtos agrícolas, pelas povoações. No mesmo recinto existe também uma construção contemporânea onde está instalado o Arquivo Epigráfico, onde é guardada uma selecção da vasta colecção epigráfica ali existente (Epigrafia - estudo de inscrições antigas gravadas em matérias solidas).

É agora altura de apreciarmos uma construção deste século, a Casa Marrocos com as varandas e cantarias habilmente trabalhadas e partindo do Largo da Amoreira contornando a casa Marrocos voltamos à Capela do Espirito Santo, para deixarmos Idanha-a-Velha para trás após passarmos a Capela de S. Sebastião que se encontra à saída da aldeia. 

O Sol ainda está alto, por isso a descoberta continua…