domingo, 20 de julho de 2014

À descoberta do Concelho de Idanha-a-Nova – Salvaterra do Extremo - PR1 - Na Rota dos Abutres

Nenuco e Pastelita acordaram com o som da passarada, mais um dia despertava e muitos planos existiam para o ocupar. Em agenda havia duas localidades a visitar: Salvaterra do Extremo e Termas de Monfortinho, por isso mochila às costas e pés ao caminho…


Saímos cedo do parque de campismo e dirigimo-nos ao lugar de Salvaterra do Extremo, onde iríamos executar o percurso PR1 – Na Rota dos Abutres.

Passámos pela barragem de Toulica que tem como principal utilização o abastecimento às povoações que a rodeiam e a rega dos campos de cultivo, possui um óptimo parque de merendas, um parque infantil e uma magnífica paisagem em redor. Esta barragem localiza-se junto da localidade de Zebreira, onde parámos para o tradicional cafézinho e aquisição de alguns produtos, para depois seguirmos as placas que diziam Salvaterra do Extremo onde iríamos iniciar o nosso percurso.

O percurso iniciou-se no centro da aldeia, junto da igreja matriz e prosseguiu por um caminho pedregoso, passando pelas pocilgas tradicionais construídas em pedra, as furdas. Chegámos ao antigo posto da guarda fiscal ao qual dão o nome de caseta, onde existe nas proximidades um posto de observação de aves das mais variadas espécies. Não fomos muito bafejados pela sorte, pois tirando uns pardalitos e o Castillo de Penafiel, construído já na margem espanhola do rio Erges, nenhuma espécie de ave nos foi permitida observar dali. Mais sorte tivemos quando descemos até ao rio Erges, junto dos seus canhões fluviais, pois neste local tivemos a oportunidade de observar alguns abutres que sobrevoavam o rio, tal como uma família de morcegos, que dormiam no tecto de um antigo moinho de rodizio.

Seguindo por um caminho estreito ao longo do rio, chegámos a um açude onde pela primeira vez nesta visita a Idanha-a-Nova pisámos solo espanhol, podendo usufruir da praia fluvial e do bar/esplanada que ali se encontravam.

Por um estradão de terra batida levámos a direcção dos “Currais da Arveola”, onde num determinado local houve necessidade de cruzarmos um portão de madeira, seguindo a ordem que nele se encontrava, de fecharmos de novo a “porteira”… e assim fizemos, indo de seguida para o vale da Idanha, passando por algum gado bovino que se alimentava por aquelas pastagens.

Andando alguns metros pela estrada de alcatrão, virámos à direita por um trilhos entre muros de pedra, que nos levou à “Quelha de Segura” e dali a visitar as ruas estreitas de Salvaterra do Extremo e em poucos minutos chegámos ao adro da Igreja, local onde teve inicio este percurso.

Este é um percurso fácil, sendo a maior dificuldade os seus 10,5 Kms e o sol que se fazia sentir na segunda parte do percurso, pois era efectuado numa zona árida, em que as sombras eram quase inexistentes. A primeira parte foi mais interessante e motivadora, efectuada junto ao rio com vários pontos de interesse, no entanto é um percurso muito bem sinalizado não deixando em qualquer momento duvidas na interpretação dos sinais. 

Entretanto o sol já estava alto e em carteira havia ainda mais um percurso pedestre para ser feito o “PR6 - A Rota do Erges” nas Termas de Monfortinho, portanto era o momento de abandonar Salvaterra do Extremo.